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	<title>Limo inc</title>
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	<description>Agência de planejamento</description>
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		<title>Young lions 2010 de planejamento, por Ana Kuroki</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 22:54:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Limo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste ano fui convidada pra ser jurada do prêmio Young Lions de planejamento – 33 cases me foram enviados, destes, apenas 6 entram pro shortlist e por fim 2 ganham o título e como prêmio partem para o festival de cannes com tudo pago.  Fiquei muito feliz com o convite por 3 razões básicas: minha sócia na limo inc (laura chiavone) já tinha ganhado o prêmio, eu também já havia ganhado e por fim neste ano a limo decidiu apostar na importância dele e bancar 1 das 2 vagas. Enfim, eu tinha um peso da responsabilidade de julgar, mas também um inevitável vínculo emocional com o prêmio em questão.</p>
<p>Depois, em um 2o momento fiquei, felizmente,  surpresa por diversas vezes ao ler todos os trabalhos. Em parte pela carta dos candidatos, que abria cada projeto. Eles deviam responder à pergunta: “Quais os principais desafios para um  jovem planejador nos próximos 5 anos”. Flexibilidade, mobilidade, visão fragmentada, multi- (disciplinar, foco, meios), criatividade, inovação, pensar além de meios, idéia, idéia, idéia. A maioria das respostas passava por aí, em olhar pra um planejador mais desprendido, solto de processos default e mais: tenho a sensação de estarmos diante de um planejador-gerúndio – indo, estudando, entendendo, criando, pensando, movendo-se&#8230;.sempre. A imagem que eu, agradavelmente, construía na minha cabeça era de uma pessoa de calça jeans e tênis colocando a mão na massa, capaz de em um momento estar sentado numa mesa de escritório, mas também na rua, no carro, indo e vindo de um canto pra outro.  Afinal de contas, em um mundo cada vez mais fragmentado e inundado de informações, tudo parece chegar muito fácil à todos, que sentados esperam, portanto, fica e ficará de fato cada vez mais difícil fazer a diferença em idéia e pensamento (novo). Foi uma surpresa bem vinda: imaginar jovens planejadores, de lugares e históricos diferentes vislumbrando futuros similares – móveis, em transformação constante, mais desafiadores e complexos na essência.</p>
<p>A outra grande e feliz surpresa veio ao abrir os trabalhos de fato. Notei que uma boa parte dos cases apresentados passava, na vida prática, por novos modelos de pensamento estratégico: que iam desde a co-criação (sentar ao lado de criação e mídia pra desenhar soluções criativas) até a inversão de lógica e raciocínio (ao invés de falar só com o consumidor atual como de costume, fala-se com comerciantes, vendedores, não-consumidor, por onde passa o consumo e não onde chega e sai), chegando por fim em estratégias de comunicação que invadem cenários nada convencionais ou focam  a atenção em meios digitais e outras alternativas, até pouco tempo muito distantes da propaganda: curtas metragens, personagens fictícios, programas, guias  e conteúdo desenhados à mão para o produto, pensado e customizado. O resultado destas inovações que vem surgindo de jovens planejadores pode ser sentido no shortlist, onde destacaram-se planejadores que alem de saber contar muito bem a sua história, seu envolvimento, ferramentas usadas pra gerar a estratégia mais criativa, usaram e abusaram do meio digital – ou como veículo principal da sua estratégia de comunicação (3 entre os 6 do shortlist) ou como fonte de contato e entendimento do consumidor (1 entre os 6). Ou seja, entre 6 participantes do shortlist, 4 deles saem dos meios tradicionais de comunicação e investigação. E os outros 2 saem do raciocínio padrão, abusando de novas perspectivas – fazendo diferentes perguntas sobre um mesmo público ou o um tema batido. QUESTIONAMENTO é o que fica, contestar o conhecido.</p>
<p>Enfim, saio feliz desta experiência não somente pela participação em um prêmio pelo qual tenho um grande carinho, mas também em poder ver que muito do que eu acredito pro planejamento hoje e no futuro vem ganhando eco e força. Já que eu acredito sim, e cada vez mais, em uma disciplina que deve estar atrelada ao pensamento, ao bom pensamento e pensamento, definitivamente, não tem paredes, limites, formas definidas ou meios pré determinados. O pensamento nasceu livre e o desafio está em saber guia-lo, dentre caminhos conhecidos e não conhecidos; com coragem pra assumir caminhos desviados ou pensamentos novos, que chegam sem avisar.</p>
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		<title>Planning for good</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 20:21:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Limo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Planning for good]]></category>

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		<description><![CDATA[
Inscrições abertas para processo seletivo de instituições.

A Limo Inc, no intuito de emprestar os serviços da sua equipe à causas sociais e culturais, passará, a partir deste ano, a desenvolver um projeto gratuito por semestre para uma ONG, fundação ou instituição. Para isso, estamos abrindo um processo seletivo no qual instituições poderão se candidatar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="traco"></div>
<p>Inscrições abertas para processo seletivo de instituições.</p>
<div id="traco"></div>
<p>A Limo Inc, no intuito de emprestar os serviços da sua equipe à causas sociais e culturais, passará, a partir deste ano, a desenvolver um projeto gratuito por semestre para uma ONG, fundação ou instituição. Para isso, estamos abrindo um processo seletivo no qual instituições poderão se candidatar a serem nossas clientes do semestre. O projeto que deveremos desenvolver consiste em:</p>
<p>- Pesquisa e diagnóstico de imagem de marca.<br />
- Posicionamento e conceito de marca.<br />
- Planejamento estratégico de comunicação.<br />
- Plano de ações táticas.<br />
- Indicação de parceiros para a execução publicitária.</p>
<div id="traco"></div>
<p>Para se candidatar, é necessário que a instituição seja sediada ou tenha representação na cidade de São Paulo e funcione há pelo menos 3 anos. Os candidatos devem responder ao questionário de seis perguntas abaixo e enviá-lo para o email limo@limoinc.com.br.</p>
<p>1. Conte a origem instituição (10 linhas)</p>
<p>2. Como são as atividades da instituição (10 linhas)</p>
<p>3. Qual o principal problema/desafio que a instituição está enfrentando (10 linhas)</p>
<p>4. Como você imagina que podemos ajudar a instituição com o nosso trabalho? (10 linhas)</p>
<p>5. A instituição já teve ou tem a assessoria de uma agencia de comunicação, relações públicas ou publicidade? Como foi ou é a experiência de ter este parceiro?</p>
<p>6. Deixe aqui os contatos da instituição (endereço, telefone, site etc) e também os seus contatos (email e telefone) para que possamos nos falar.</p>
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		<title>Frases e papos que inspiram.</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 20:54:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Limo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Ana Kuroki.
     Fiquei pensando sobre algo pra escrever aqui e depois de muita bobagem boba me veio à cabeça uma bobagenzinha, desta vez produtiva. Decidi escrever, na verdade compartilhar, alguns trechos de conversas e bates papos que tive por aí – com amigos, entrevistados, no balcão do bar, que de alguma forma me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Ana Kuroki.</p>
<p>     Fiquei pensando sobre algo pra escrever aqui e depois de muita bobagem boba me veio à cabeça uma bobagenzinha, desta vez produtiva. Decidi escrever, na verdade compartilhar, alguns trechos de conversas e bates papos que tive por aí – com amigos, entrevistados, no balcão do bar, que de alguma forma me fizeram pensar, me inspiraram ou me provocaram. Espero que faça sentido à outros&#8230; este texto tem a missão de ser um simples espalhador de palavras.</p>
<p>      Entrevistando um médico outro dia pra falar de longevidade ouvi uma coisa: “todos nós somos o resultado de uma vida inteira – de coisas boas, ruins, qualidades, defeitos, alegrias, tristezas, amor e desamor. E cada dia mais acho que envelhecer tem a ver com o grau de felicidade alcançado ao longo da sua vida, ou seja, quanto mais feliz e realizado menos doente e infeliz você será.”</p>
<p>      Fiquei imensamente feliz ao ouvir isso e tive um insight digno do professor pardal: Uauuu, felicidade e auto-realização são sim variáveis que podem ser consideradas e RESPEITADAS pela ciência; portanto, quem sabe um dia conseguiremos traduzir conceitos tão abstratos (felicidade, amor, auto-estima) em coisas e provas cabais da composição humana. (agora sim a parte professor pardal): Criaremos ressonâncias que medem a felicidade acumulada ao longo da vida e assim como o cálcio saberemos o quanto de felicidade devemos acumular para não ter problemas ósseos, respiratórios ou cardíacos. Por outro lado, antes das ressonâncias existirem de fato pra comprovar a existência do incomprovável, por que raios não conseguimos incorporar ou simplesmente pensar a felicidade no dia a dia? Digo: o discurso “seja feliz” é sempre tão a longo prazo, parece previdência e aposentadoria, mas nunca é no hoje e nunca nos damos, realmente, conta de que estamos felizes. Emendo isso em outro pensamento: outro dia vendo saia justa passaram no programa um trecho de um filme do woddy allen em que ele elabora uma lista de “o porquê(s) vale a pena viver” – filmes, atores, cenas, lugares etc. Adorei isso, pensar nisso. E quando me vi lá estava eu de papel e caneta imaginários nas mãos (sim, eu estava largada no sofá e não queria me mover) fazendo meu pequeno inventário da felicidade. Pra mim vale a pena viver por: wog kar wai e quase todos os seus filmes, alguns marcantes (na minha vida) de bertolucci, tarantino, kurosawa, o documentário pan-cinema-permanente de carlos nader, os espigadores e a espigadora de agnes vardá, el cielo gira de mercedez álvares, cinema bom, morar em barcelona, viajar sozinha pra paris, o clima fábula que senti em praga, os templos budistas da tailândia, o rio ganges perto dos himalaias, botecos com cerveja cinza e espetinhos em goiânia, a feijoada e o quibebe da minha mãe, meu grande amor, o jamón, jantar de gala em um palácio no marrocos, são paulo vazia, festas estranhas em lugares alucinantes do centro de são paulo, acordar tarde e ir à feira comer pastel e comprar verdes (amooo), colocar colchão na sala zapear e comer besteiras em dia de chuva, cavalcante, meus reveillons na bahia com grandes amigos&#8230;&#8230;.tendendo ao infinito. Enfim, experimenta fazer aí&#8230;.diário da felicidade já!</p>
<p>      Em outro papo com meu querido ex-professor e orientador luli ouvi o seguinte: “a internet, para o século XXI, significou/significa a válvula (de escape) de uma panela de pressão. Até o século XX as sociedades viviam “fechadas” em si, vivendo a família, a moral e os bons costumes e daí nasceram as doenças do “confinamento” – depressão, pânico, loucura&#8230;. A internet “abriu” os horizontes, ampliou o mundo, a visão; ficou mais fácil achar iguais, compartilhar, ter voz e liberdade”.</p>
<p>      Isso me fez pensar em muitas coisas: desde reflexões pessoais e mais apropriadas para uma mesa de bar, como – a internet é a grande contribuinte de auto-confiança e vaidade do séc XXI. Isso porque você pode ter certeza de que qualquer, mas qualquer coisa mesmo que você tenha pra falar esteja certo de que existirá no mundo ao menos 1 pessoa que queira ouvir, isso não te deixa se achando ao menos um pouco? Essa é a onda e a loucura da rede. E também me fez pensar nisso como ponto de origem para as próximas gerações, que vêm mais seguras de si e arrisco dizer que vêm mais COLABORATIVAS. Porque poder olhar mais para si, olhar o outro, ter quem te escute, tomar gosto por ser ouvido, ter vício em compartilhar, em agregar, em gerar seguidores, em fazer eco etc me faz pensar e quase “prever” sociedades que pensam mais não só em si, mas também no coletivo, na colaboração e na diversidade (mas de verdade!!). Isto é, sendo otimista e olhando o lado bom da coisa, claaaaro.</p>
<p>      Agora, relendo estes pensamentos e papos acima chego à conclusão que sou uma hippie de carteirinha, fico aqui torcendo por palavras e conceitos como felicidade, amor, diversidade, coletivo caírem no gosto do povo. Só falta eu começar a escrever pra vocês sobre LUZ e PAZ na terra. Mas enfim, estes ficam pra próxima.</p>
<p>      Por hoje vou parar nestes 2 papos, mas ainda coleciono outros e colocarei aqui mais adiante.</p>
<p>      Namastê (hehehehe).</p>
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		<title>TEDxSP: Doeu pra você?</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 14:27:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Limo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Laura Chiavone
Publicado no Blog Sapo de Dentro do site Meio &#38; Mensagem
15 de novembro de 2009
      Ontem eu passei o dia no TEDxSP. E que dia. Foi uma experiência maravilhosa de inspiração e provocação. Pessoas e ideias extraordinárias passaram pelo palco. Sentimentos malucos na cabeça e uma certeza enorme de que existe predisposição para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Laura Chiavone</p>
<p>Publicado no Blog Sapo de Dentro do site Meio &amp; Mensagem</p>
<p>15 de novembro de 2009</p>
<p>      Ontem eu passei o dia no TEDxSP. E que dia. Foi uma experiência maravilhosa de inspiração e provocação. Pessoas e ideias extraordinárias passaram pelo palco. Sentimentos malucos na cabeça e uma certeza enorme de que existe predisposição para a abertura de fóruns inteligentes e realizadores no nosso país. Não pretendo explicar o que foi o TEDxSP, até porque eu mesma ainda estou tentando realizar e organizar as ideias. Porém, posso falar sobre o que estou sentindo. </p>
<p>       Sinto uma ponta de mediocridade e indignação em relação ao nosso mercado, à falta de conversação e diálogo com outras disciplinas e áreas do conhecimento. Afinal de contas, somos mais consequência do que causa do mundo no qual vivemos. Somos, ou deveríamos ser, tradutores daquilo que está acontecendo no mundo, de novas linguagens, questionamentos e comportamentos. Temos, ou deveríamos ter, um poder enorme de disseminação de ideias e propostas com um alcance amplo. Podemos, ou deveríamos poder, aproximar a iniciativa privada a empreendedores com ideias inovadoras na cabeça. O que temos a ver com o meio ambiente sendo degradado? O que temos a ver com as pesquisas genéticas? O que temos a ver com a democratização da informação? Temos tudo a ver, apesar de fazermos muito pouco a respeito.</p>
<p>      Ontem, o Fábio Barbosa, presidente do Grupo Santander Brasil, falou sobre responsabilidade corporativa e reputação durante a sua apresentação. De forma fácil, ele passou sobre conceitos complicados de intenção vs prática, de consciência a respeito das implicações das atitudes de empresas na construção dos seus resultados. Muito bom e corajoso para alguém na posição dele. Admirável correr esse risco como representante do sistema financeiro. Pensando bem, acho que é isso que estou sentindo. Que precisamos de mais coragem para assumirmos posições, mesmo que elas não agradem a todos. Aliás, não é esse um dos assuntos de que mais falamos? Que as marcas devem assumir posturas, que é necessário construir posicionamentos mais claros e transparentes para garantir engajamento, fidelidade e longevidade?</p>
<p>      Pense nisso. Pensemos nisso. Estou fazendo a minha parte como membro da comunidade TEDxSP. Um pouco de provocação não faz mal a ninguém. E se fizer, tudo bem, aceito o risco. O TEDxSP doeu pra você? Doeu pra mim.</p>
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		<title>WHAT AM I LOOKING FOR?  TIME.</title>
		<link>http://www.limoinc.com.br/?p=148</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 14:42:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Limo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Laura Chiavone
Publicado no Blog do Planner
 
      São longas as discussões, muitos os livros e palestras sobre o valor do tempo. O tempo é a última coqueluxe, uma iguaria disponível para poucos. Nos nossos tempos, vivemos todos na dita correria do dia-a-dia – protagonista do conceito de quase todas as marcas com atributos de praticidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por: Laura Chiavone</p>
<p style="text-align: justify;">Publicado no Blog do Planner</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">      São longas as discussões, muitos os livros e palestras sobre o valor do tempo. O tempo é a última coqueluxe, uma iguaria disponível para poucos. Nos nossos tempos, vivemos todos na dita correria do dia-a-dia – protagonista do conceito de quase todas as marcas com atributos de praticidades e conveniência -  e somos tomados cada vez por reuniões, compromissos e pelo trânsito das grandes cidades.  E qual a implicação dessa correria no nosso trabalho? Os prazos apertados, milhões de reuniões e demandas e a dificuldade de  encontrar tempo para pensar, criar e avaliar as nossas idéias. Não se engane, eu não estou falando apenas do tempo em termos quantitativos. É claro que ele é fundamental, mas estou tratando sobretudo da qualidade do tempo empregado nos nossos projetos. Estes dias aconteceram duas coisas que me chamaram à atenção para esse assunto: a primeira foi que estava falando com uma amiga planner que trabalha fora do Brasil e ela compartilhou comigo como funcionam os processos de trabalho na Europa. Ela me contou que os cronogramas dos projetos são organizados com uma grande antecedência e que eles prevêem os timings necessários para cliente, agencia e produção trabalharem. Melhor: que esses timings são negociados entre as partes antes do início do trabalho. Que beleza. Isso só nos mostra uma coisa: é possível dispor do tal do tempo desde que haja lucidez na equipe – meaning cliente + agencia.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">      Falando em lucidez, chegamos à segunda coisa extraordinária que aconteceu esses dias. Após receber um briefing e aprovar um projeto com o cliente, chegamos, juntos, à conclusão que o prazo para a realização do trabalho estava muito curto em relação à expectativa dos outputs do projeto. O que fazer? Simples: mais prazo. Se está claro para ambas as partes o tipo de benefício que o trabalho final vai trazer em termos de resultados se conseguirmos mais prazo, é meio caminho andado. Eu consegui mais prazo!!! Sabe o que é melhor. Que o prazo fez diferença mesmo. Os dias extras que tivemos trouxe dois grandes ganhos. O primeiro foi a oportunidade de discutir, alinhar e aprovar com o cliente os caminhos que estávamos trabalhando. E o segundo foi simplesmente o amadurecimento das questões centrais nas nossas cabeças, que possibilitou o aparecimento de novos insights e um salto qualitativo imenso em termos de qualidade e eficiência do resultado. Uma coisa que sempre discuto no Bootcamp e a vida me faz acreditar cada vez mais: a idéia não tem hora pra aparecer. Mas se vc cultiva um ambiente de fomentação criativa e responsabilidade com as questões do cliente, vc está construindo as idéias antes de saber quais elas são. Foi genial. Queria muito compartilhar a experiência como um incentivo ao bom senso para a negociação de prazos.</p>
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		<item>
		<title>O QUE A SOCIOLOGIA TEM PARA NÓS?</title>
		<link>http://www.limoinc.com.br/?p=145</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 14:21:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Limo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[SOCIOLOGY-MARKETING
O conceito do tabuleiro social na leitura de pesquisas e elaboração de planejamentos
Por: Laura Chiavone
Publicado no Blog Sapo de Dentro do site Meio &#38; Mensagem
 
      Sinal dos tempos. Nem todas as fórmulas de marketing e entendimento do consumidor funcionam como antigamente. O cenário de mercado traz novos desafios e se estabelece a corrida por novos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>SOCIOLOGY-MARKETING</strong></p>
<p><strong>O conceito do tabuleiro social na leitura de pesquisas e elaboração de planejamentos</strong></p>
<p>Por: Laura Chiavone</p>
<p style="text-align: justify;">Publicado no Blog Sapo de Dentro do site Meio &amp; Mensagem</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">      Sinal dos tempos. Nem todas as fórmulas de marketing e entendimento do consumidor funcionam como antigamente. O cenário de mercado traz novos desafios e se estabelece a corrida por novos formatos de trabalho e maneiras de pensar. As ciências humanas, por exemplo, vem sendo usadas como inspiração nos instrumentos de pesquisa de marketing. Muito se fala em psicologia, antropologia e etnografia. O fato é que estas ciências se propõe, de forma bastante eficiente quando bem aplicadas, a estudar o homem, as suas dinâmicas em pequenos recortes. Presenciamos hoje uma série de mudanças globais e estruturais que alteram o todo e os recortes de maneira recíproca e contínua. Neste cenário, a sociologia propõe conceitos inspiradores na busca por estratégias eficientes de negócios e comunicação.  </p>
<p style="text-align: justify;">     </p>
<p style="text-align: justify;">      Vivemos uma era de transformações. Da noção do tempo, das formas de comunicação, das mídias, mas principalmente da relação das pessoas com as marcas. Numa tarefa contínua de acompanhamento do mercado e tomada de decisões de marketing, três questionamentos são freqüentes entre os gestores de comunicação:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">/Como compreender as transformações, mantendo a sua marca relevante e diferenciada?</p>
<p style="text-align: justify;">/Quais instrumentos utilizar para o desenvolvimento de estratégias consistentes?</p>
<p style="text-align: justify;">/Quais critérios adotar para selecionar as melhores ferramentas de entendimento do consumidor e identificação de tendências?</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">      Entender movimentos mais amplos auxilia em estratégias vencedoras e consistentes, pensando desde a satisfação do acionista até a construção de lealdade de marcas. A sociologia é um bom instrumento para compreender as transformações de forma mais consistente. Ela é uma ciência que pretende estudar o conjunto de comportamentos pessoais que formam e transformam dinâmicas sociais. Como definiria Norbert Elias, importante sociólogo do século 20, “o objeto de estudo da sociologia são as redes de interrelações, as interdependências, as figurações e os processos formados pelos homens independentes” [extraído de <em>Qu’est-ce que la sociologie?,</em> de 1970].</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">      Existe uma série de ferramentas de pesquisa, de estratégia, de inovação e busca por tendências. <strong>Metodologias inovadoras ajudam, mas não fazem uma estratégia vencedora se não apontam caminhos claros e eficientes dentro de um contexto social em movimento contínuo.</strong> A ineficiência se encontra quando identificamos dados ou insights que não conseguimos utilizar ou que não dialogam com os objetivos de mercado de uma companhia ou os objetivos de comunicação de uma marca. Voltando à Norbert Elias, aprendemos que nenhum movimento ou insight deve ser observado sozinho, uma vez que toda a dinâmica social está interligada e funciona como uma rede que se alimenta continuamente. Considerando, por exemplo, a revolução do papel da mulher iniciada na década de 70, não surpreende que hoje 31% dos lares brasileiros tem a mulher como provedora central [PNAD]. Olhando para frente e ainda falando das mulheres como exemplo, são elas hoje a maioria entre os alunos de ensino superior. Como utilizar este dado para definir estratégias? Quais as conseqüências deste fato nos hábitos de consumo familiares, no comportamento da próxima geração de adolescentes, no papel do homem e na relação com as marcas? Poderíamos estender os questionamentos para a rápida absorção de tecnologia, o aquecimento global, a importância das culturas locais em tempos de globalização. Vivemos numa dinâmica interligada, onde fenômenos não acontecem por acaso e nem de forma isolada. Os comportamentos dos indivíduos impactam tudo ao seu redor e à sociedade, assim como os movimentos da sociedade impactam os indivíduos e os seus comportamentos. “Elias coloca como centrais as redes de dependências recíprocas que fazem com que cada ação individual dependa de toda uma série de outras, porém modificando, por sua vez, a própria imagem do jogo social.” [Chartier, Roger – Prefácio de <em>A Sociedade de Corte </em>de<em> </em>Norbert Elias (p.13)]. Para compreender este permanente processo de relações em cadeia, Elias se utiliza da [boa] metáfora do tabuleiro de xadrez: “como em um jogo de xadrez, cada ação decidida de maneira relativamente independente por um indivíduo representa um movimento no tabuleiro social, jogada que por sua vez acarreta um movimento de outro indivíduo – ou, na realidade, de muitos outros indivíduos&#8230;”(p.158)</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">      Um aprendizado importante destes conceitos diz respeito ao nosso olhar em relação às ferramentas estratégicas e metodologias de pesquisa. É preciso contextualizar a informação e utilizar uma visão analítica mais ampla, que fuja de uma leitura linear dos movimentos sociais, da imagem das marcas e do papel dos produtos na vida das pessoas. Um exemplo claro da importância da não linearidade se dá quando diagnosticamos que o discurso dos consumidores é, muitas vezes, diferente daquilo que eles realmente fazem no seu dia-a-dia. É freqüente encontrarmos pessoas afirmam que consomem esta marca, quando consomem outra; que seguem uma dieta saudável de alimentação, quando tem uma série de alimentos pouco saudáveis na geladeira; ou que impõe bastante limites aos seus filhos, e notamos capetinhas aterrorizando a casa. Nos deparamos com estes discursos em pesquisas com consumidores, nas novelas, em conversas de botequim. São discursos assumidos socialmente, impostos como condição para a participação satisfatória no tabuleiro social, mas que não necessariamente refletem a ação real dessas pessoas, o seu comportamento de compra e as marcas que escolhem. Muito menos explicam os seus reais motivadores e critérios em relação a este ou aquele produto.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">      A adoção de marcas é produto de uma combinação destes dois elementos: daquilo que a sociedade coloca como interessante e daquilo que o indivíduo escolhe de forma independente. Ele deve satisfazer ao mesmo tempo os seus desejos próprios, e fazer a manutenção da sua participação na sociedade, comunidade, vilarejo. A relação dos consumidores com as marcas se alteram o tempo todo, porque figuram dentro de uma dinâmica de milhões de variáveis, se considerarmos que cada indivíduo exerce força sobre muitos outros e, ainda, se considerarmos que a proliferação das mídias [especialmente da internet] aceleram a troca de informações e opiniões.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">       Complicado? Um pouco. Mas não menos complicado do que fazer empresas se manterem rentáveis em uma era de mudanças e reinvenção dos conceitos de marketing. Na realidade estas idéias apenas transformam em conceitos dinâmicas que sempre estiveram aí, mas que talvez não demandassem tanta atenção quando os tempos eram bons, a concorrência era menor e o consumidor acreditava mais facilmente nas mensagens de comunicação. Talvez por esta razão que as antigas fórmulas não funcionam mais. O jogo mudou, ou melhor, muda todo o tempo. A sociologia nos auxilia a compreender as regras do jogo, como se movem os peões e, se livrando de análises lineares, nos ajuda a antever movimentos futuros.</p>
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		<title>Downloads</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 19:32:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em breve.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Em breve.</p>
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		<title>Pensamentos</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 19:32:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[SOCIOLOGY-MARKETING
O conceito do tabuleiro social na leitura de pesquisas e elaboração de planejamentos
Por: Laura Chiavone
Publicado no Blog Sapo de Dentro do site Meio &#38; Mensagem
O QUE A SOCIOLOGIA TEM PARA NÓS?
  Sinal dos tempos. Nem todas as fórmulas de marketing e entendimento do consumidor funcionam como antigamente. O cenário de mercado traz novos desafios e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>SOCIOLOGY-MARKETING</h2>
<p><strong>O conceito do tabuleiro social na leitura de pesquisas e elaboração de planejamentos</strong></p>
<p>Por: Laura Chiavone</p>
<p>Publicado no Blog Sapo de Dentro do site Meio &amp; Mensagem</p>
<p><strong>O QUE A SOCIOLOGIA TEM PARA NÓS?</strong></p>
<p>  Sinal dos tempos. Nem todas as fórmulas de marketing e entendimento do consumidor funcionam como antigamente. O cenário de mercado traz novos desafios e se estabelece a corrida por novos formatos de trabalho e maneiras de pensar. As ciências humanas, por exemplo, vem sendo usadas como inspiração nos instrumentos de pesquisa de marketing. Muito se fala em psicologia, antropologia e etnografia. O fato é que estas ciências se propõe, de forma bastante eficiente quando bem aplicadas, a estudar o homem, as suas dinâmicas em pequenos recortes. Presenciamos hoje uma série de mudanças globais e estruturais que alteram o todo e os recortes de maneira recíproca e contínua. Neste cenário, a sociologia propõe conceitos inspiradores na busca por estratégias eficientes de negócios e comunicação.  </p>
<p>  Vivemos uma era de transformações. Da noção do tempo, das formas de comunicação, das mídias, mas principalmente da relação das pessoas com as marcas. Numa tarefa contínua de acompanhamento do mercado e tomada de decisões de marketing, três questionamentos são freqüentes entre os gestores de comunicação:</p>
<p> /Como compreender as transformações, mantendo a sua marca relevante e diferenciada?</p>
<p>/Quais instrumentos utilizar para o desenvolvimento de estratégias consistentes?</p>
<p>/Quais critérios adotar para selecionar as melhores ferramentas de entendimento do consumidor e identificação de tendências?</p>
<p>  Entender movimentos mais amplos auxilia em estratégias vencedoras e consistentes, pensando desde a satisfação do acionista até a construção de lealdade de marcas. A sociologia é um bom instrumento para compreender as transformações de forma mais consistente. Ela é uma ciência que pretende estudar o conjunto de comportamentos pessoais que formam e transformam dinâmicas sociais. Como definiria Norbert Elias, importante sociólogo do século 20, “o objeto de estudo da sociologia são as redes de interrelações, as interdependências, as figurações e os processos formados pelos homens independentes” [extraído de <em>Qu’est-ce que la sociologie?,</em> de 1970].</p>
<p>  Existe uma série de ferramentas de pesquisa, de estratégia, de inovação e busca por tendências. <strong>Metodologias inovadoras ajudam, mas não fazem uma estratégia vencedora se não apontam caminhos claros e eficientes dentro de um contexto social em movimento contínuo.</strong> A ineficiência se encontra quando identificamos dados ou insights que não conseguimos utilizar ou que não dialogam com os objetivos de mercado de uma companhia ou os objetivos de comunicação de uma marca. Voltando à Norbert Elias, aprendemos que nenhum movimento ou insight deve ser observado sozinho, uma vez que toda a dinâmica social está interligada e funciona como uma rede que se alimenta continuamente. Considerando, por exemplo, a revolução do papel da mulher iniciada na década de 70, não surpreende que hoje 31% dos lares brasileiros tem a mulher como provedora central [PNAD]. Olhando para frente e ainda falando das mulheres como exemplo, são elas hoje a maioria entre os alunos de ensino superior. Como utilizar este dado para definir estratégias? Quais as conseqüências deste fato nos hábitos de consumo familiares, no comportamento da próxima geração de adolescentes, no papel do homem e na relação com as marcas? Poderíamos estender os questionamentos para a rápida absorção de tecnologia, o aquecimento global, a importância das culturas locais em tempos de globalização. Vivemos numa dinâmica interligada, onde fenômenos não acontecem por acaso e nem de forma isolada. Os comportamentos dos indivíduos impactam tudo ao seu redor e à sociedade, assim como os movimentos da sociedade impactam os indivíduos e os seus comportamentos. “Elias coloca como centrais as redes de dependências recíprocas que fazem com que cada ação individual dependa de toda uma série de outras, porém modificando, por sua vez, a própria imagem do jogo social.” [Chartier, Roger – Prefácio de <em>A Sociedade de Corte </em>de<em> </em>Norbert Elias (p.13)]. Para compreender este permanente processo de relações em cadeia, Elias se utiliza da [boa] metáfora do tabuleiro de xadrez: “como em um jogo de xadrez, cada ação decidida de maneira relativamente independente por um indivíduo representa um movimento no tabuleiro social, jogada que por sua vez acarreta um movimento de outro indivíduo – ou, na realidade, de muitos outros indivíduos&#8230;”(p.158)</p>
<p>  Um aprendizado importante destes conceitos diz respeito ao nosso olhar em relação às ferramentas estratégicas e metodologias de pesquisa. É preciso contextualizar a informação e utilizar uma visão analítica mais ampla, que fuja de uma leitura linear dos movimentos sociais, da imagem das marcas e do papel dos produtos na vida das pessoas. Um exemplo claro da importância da não linearidade se dá quando diagnosticamos que o discurso dos consumidores é, muitas vezes, diferente daquilo que eles realmente fazem no seu dia-a-dia. É freqüente encontrarmos pessoas afirmam que consomem esta marca, quando consomem outra; que seguem uma dieta saudável de alimentação, quando tem uma série de alimentos pouco saudáveis na geladeira; ou que impõe bastante limites aos seus filhos, e notamos capetinhas aterrorizando a casa. Nos deparamos com estes discursos em pesquisas com consumidores, nas novelas, em conversas de botequim. São discursos assumidos socialmente, impostos como condição para a participação satisfatória no tabuleiro social, mas que não necessariamente refletem a ação real dessas pessoas, o seu comportamento de compra e as marcas que escolhem. Muito menos explicam os seus reais motivadores e critérios em relação a este ou aquele produto.</p>
<p>  A adoção de marcas é produto de uma combinação destes dois elementos: daquilo que a sociedade coloca como interessante e daquilo que o indivíduo escolhe de forma independente. Ele deve satisfazer ao mesmo tempo os seus desejos próprios, e fazer a manutenção da sua participação na sociedade, comunidade, vilarejo. A relação dos consumidores com as marcas se alteram o tempo todo, porque figuram dentro de uma dinâmica de milhões de variáveis, se considerarmos que cada indivíduo exerce força sobre muitos outros e, ainda, se considerarmos que a proliferação das mídias [especialmente da internet] aceleram a troca de informações e opiniões.</p>
<p>  Complicado? Um pouco. Mas não menos complicado do que fazer empresas se manterem rentáveis em uma era de mudanças e reinvenção dos conceitos de marketing. Na realidade estas idéias apenas transformam em conceitos dinâmicas que sempre estiveram aí, mas que talvez não demandassem tanta atenção quando os tempos eram bons, a concorrência era menor e o consumidor acreditava mais facilmente nas mensagens de comunicação. Talvez por esta razão que as antigas fórmulas não funcionam mais. O jogo mudou, ou melhor, muda todo o tempo. A sociologia nos auxilia a compreender as regras do jogo, como se movem os peões e, se livrando de análises lineares, nos ajuda a antever movimentos futuros.</p>
<h2>WHAT AM I LOOKING FOR?  TIME.</h2>
<p>Por: Laura Chiavone</p>
<p>Publicado no Blog do Planner</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>São longas as discussões, muitos os livros e palestras sobre o valor do tempo. O tempo é a última coqueluxe, uma iguaria disponível para poucos. Nos nossos tempos, vivemos todos na dita correria do dia-a-dia – protagonista do conceito de quase todas as marcas com atributos de praticidades e conveniência -  e somos tomados cada vez por reuniões, compromissos e pelo trânsito das grandes cidades.  E qual a implicação dessa correria no nosso trabalho? Os prazos apertados, milhões de reuniões e demandas e a dificuldade de  encontrar tempo para pensar, criar e avaliar as nossas idéias. Não se engane, eu não estou falando apenas do tempo em termos quantitativos. É claro que ele é fundamental, mas estou tratando sobretudo da qualidade do tempo empregado nos nossos projetos. Estes dias aconteceram duas coisas que me chamaram à atenção para esse assunto: a primeira foi que estava falando com uma amiga planner que trabalha fora do Brasil e ela compartilhou comigo como funcionam os processos de trabalho na Europa. Ela me contou que os cronogramas dos projetos são organizados com uma grande antecedência e que eles prevêem os timings necessários para cliente, agencia e produção trabalharem. Melhor: que esses timings são negociados entre as partes antes do início do trabalho. Que beleza. Isso só nos mostra uma coisa: é possível dispor do tal do tempo desde que haja lucidez na equipe – meaning cliente + agencia.</p>
<p>  Falando em lucidez, chegamos à segunda coisa extraordinária que aconteceu esses dias. Apos receber um briefing e aprovar um projeto com o cliente, chegamos, juntos, à conclusão que o prazo para a realização do trabalho estava muito curto em relação à expectativa dos outputs do projeto. O que fazer? Simples: mais prazo. Se está claro para ambas as partes o tipo de benefício que o trabalho final vai trazer em termos de resultados se conseguirmos mais prazo, é meio caminho andado. Eu consegui mais prazo!!! Sabe o que é melhor. Que o prazo fez diferença mesmo. Os dias extras que tivemos trouxe dois grandes ganhos. O primeiro foi a oportunidade de discutir, alinhar e aprovar com o cliente os caminhos que estávamos trabalhando. E o segundo foi simplesmente o amadurecimento das questões centrais nas nossas cabeças, que possibilitou o aparecimento de novos insights e um salto qualitativo imenso em termos de qualidade e eficiência do resultado. Uma coisa que sempre discuto no Bootcamp e a vida me faz acreditar cada vez mais: a idéia não tem hora pra aparecer. Mas se vc cultiva um ambiente de fomentação criativa e responsabilidade com as questões do cliente, vc está construindo as idéias antes de saber quais elas são. Foi genial. Queria muito compartilhar a experiência como um incentivo ao bom senso para a negociação de prazos.<span id="_marker"> </span></p>
<p><span><strong> </strong></span></p>
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		<title>Exemplos de projetos</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 19:32:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[UNIVERSO DA CRIANÇA//
Entendimento de contexto de vida e desenho de tendências de comportamento e conteúdos para desenvolvimento de comunicação sustentável de longo prazo.Metodologia: modelagem de informação e etnografia.







SIMBOLOS DA BELEZA//
Investigação antropológica dos símbolos femininos e das principais tendências estéticas para desenvolvimento de linha de produtos e linguagem de comunicação.Metodologias: desk research, entrevistas formadores de opinião, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>UNIVERSO DA CRIANÇA//</h1>
<p>Entendimento de contexto de vida e desenho de tendências de comportamento e conteúdos para desenvolvimento de comunicação sustentável de longo prazo.Metodologia: modelagem de informação e etnografia.</p>
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<div class="clear"></div>
<p><br/></p>
<h1>SIMBOLOS DA BELEZA//</h1>
<p>Investigação antropológica dos símbolos femininos e das principais tendências estéticas para desenvolvimento de linha de produtos e linguagem de comunicação.Metodologias: desk research, entrevistas formadores de opinião, etnografia e fotografia.</p>
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<div class="clear"></div>
<p><br/></p>
<h1>CÓDIGOS REGIONAIS//</h1>
<p>Análise de fenômenos culturais regionais, símbolos de popularidade locais e oportunidades de ações de conteúdo e comunicação. Metodologias: entrevistas com formadores de opinião, entrevistas em profundidade com população local, desk research, análise cultural (música, datas festivas e folclore) e fotografia.</p>
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<div class="clear"></div>
<p><br/></p>
<h1>BAIXA RENDA//</h1>
<p>Entendimento de contexto de vida, análise de mudanças nos últimos 10 anos, segmentação atitudinal e oportunidades para as marcas. Metodologias: desk research, entrevistas em profundidade e documentário.</p>
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<div class="clear"></div>
<p><br/></p>
<h1>POSICIONAMENTO E PORTFÓLIO//</h1>
<p>Investigação de imagem de marca, needs de consumidor, tendências de mercado para desenvolvimento de posicionamento e estratégias de branding à longo prazo. Metodologias: pesquisa qualitativa, análise de comunicação, análise de tendências e segmentação.</p>
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<div class="clear"></div>
<p><br/></p>
<h1>O JOVEM E O ESPÌRITO TRANSFORMADOR//</h1>
<p>investigação de valores e expectativas dos adolescentes para posicionamento de marca na web, desenvolvimento de conteúdo e melhor uso das ferramentas de comunicação interativa. Metodologias: etnografia, documentário, análise de tendências e benchmarks.</p>
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<div class="clear"></div>
<p><br/></p>
<h1>DOC FAVELA CARIOCA//</h1>
<p>Análise do histórico das favelas no Rio de Janeiro, buscando desmistificar a sua imagem de pobreza, seu potencial do consumo. Avaliação da possibilidade da entrada de uma empresa na comunidade. METODOLOGIA: etnografia e documentário.</p>
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<div class="clear"></div>
<p><br/></p>
<h1>BREAKONSUMERS//</h1>
<p>subversão &#038; paradigmas do consumidor brasileiro. SUMÁRIO: análise das implicações do desenvolvimento socioeconômico do Brasil nas expectativas e comportamento da classe média. METODOLOGIA: etnografia, documentário, modelagem de informação e pesquisa quantitativa.</p>
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<div class="clear"></div>
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		<title>Para quem realizamos projetos</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 19:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clientes]]></category>

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		<description><![CDATA[?EC, ADRIA, AFRICA, AGRA, AMBEV,
BOTICÁRIO, CASAS BAHIA, CLARO, CYRELA,
DENTSU, DM9DDB, DOUTORES DA ALEGRIA,
ENDEAVOR, F/NAZCA, GRUPO JEREISSATI,

HEINEKEIN, ITHINK, IVECO, JOHNSON&#038;JOHNSON,

KRAFT FOODS, LEW LARA/TBWA, LINK INVESTIMENTOS,

MCCANN, MOLINOS, MOOD, MPM, NIKE, NYCOMED,

OJC, PARMALAT, PHILIPS, RENAULT, SAATCHI&#038;SAATCHI,

SADIA, SANTACLARA NITRO, TATERKA, TOYOTA,
TUDO, UNILEVER, VIVO, VOLUME 4, Y&#038;R.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>?EC, ADRIA, AFRICA, AGRA, AMBEV,</h3>
<h3>BOTICÁRIO, CASAS BAHIA, CLARO, CYRELA,</h3>
<h3>DENTSU, DM9DDB, DOUTORES DA ALEGRIA,</h3>
<h3>ENDEAVOR, F/NAZCA, GRUPO JEREISSATI,<br />
<h3>
<h3>HEINEKEIN, ITHINK, IVECO, JOHNSON&#038;JOHNSON,<br />
<h3>
<h3>KRAFT FOODS, LEW LARA/TBWA, LINK INVESTIMENTOS,<br />
<h3>
<h3>MCCANN, MOLINOS, MOOD, MPM, NIKE, NYCOMED,<br />
<h3>
<h3>OJC, PARMALAT, PHILIPS, RENAULT, SAATCHI&#038;SAATCHI,<br />
<h3>
<h3>SADIA, SANTACLARA NITRO, TATERKA, TOYOTA,</h3>
<h3>TUDO, UNILEVER, VIVO, VOLUME 4, Y&#038;R.</h3>
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